🌷  Rosas pelo caminho

Este é o título de meu novo livro, que reúne uma coletânea de poemas.
Quando contei para uma amiga, ela disse “É melhor ter rosas do que pedras”. Só então me dei conta de que o título remete ao famoso verso de Drummond: “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”.

👣 Todos nós temos pedras em nossos caminhos. E no último ano estamos enfrentando uma pedra chamada Covid-19. O que para muitos ainda trouxe outras pedras. Falta de dinheiro, desemprego ou falência. Estresse, ansiedade ou depressão. Ser contaminado ou ver seus amigos e familiares contaminados.
Perdemos centenas de milhares de pessoas, que farão falta individualmente para quem as amava.

✏ De que serve a poesia diante de tudo isso? Bem, a poesia não é capaz de remover as pedras. Este não é o papel dela. Então o que ela faz? Respondo, citando o poema que dá título ao livro:

Onde parece não existir vida,
a poesia faz nascer flores.
A semente rasga o concreto,
as cores vencem o cinza,
o amor supera a dor.
Numa jornada cheia de pedras,
a poesia planta rosas pelo caminho.

SOBRE O AUTOR Ver todos os artigos

Medson Barreto

Medson Barreto nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1993. É um contador de histórias no papel, na tela e no palco. Escreve roteiros para teatro, atua e dirige desde a adolescência. Compõe poesias, letras de músicas e crônicas. Publicou o livro “Eu não perdi a minha fé”, em que narra a impressionante história de sua família. “Rosas pelo caminho” reúne uma coletânea de poesias compostas ao longo de uma década. Seu romance de estreia, “O céu de Roma Negra”, o apresenta como um novo nome da literatura policial brasileira.