ESSA É UMA DAS POUCAS FOTOS QUE TENHO COM O MEU PAI. Ele faleceu em 23/Jul/95, quando eu tinha menos de 2 anos.

Até hoje ao encontrar pessoas que o conheceram, escuto boas histórias e testemunhos. Sou grato a Deus por isso e posso pensar com orgulho no homem que foi Edson Barreto.

Desde cedo minha mãe me ensinou que mesmo não tendo um pai humano vivo presente aqui, teria sempre o Deus Pai, que me ama incondicionalmente e cuida de minhas necessidades.
Ver Deus como Pai sempre foi natural para mim. Só no período em que eu escrevia o livro “Eu não perdi a minha fé” é que me dei conta de que este não é um conceito fácil para todos entenderem, porque, infelizmente, a maioria teve péssimas referências paternas.

Esta não é uma característica dos “pais de hoje”, mas é uma falha que começou já em Adão. Se olharmos para vários pais bíblicos, veremos que não eram em nada melhores do que os nossos.
Tenho inúmeros amigos que foram abandonados por seus pais. Outros têm pais que dedicam muito tempo ao trabalho e lhes oferecem pouca atenção. Pais que agem feito crianças mimadas, sem nenhuma responsabilidade e autoridade. Pais alcoólatras que agridem os filhos verbal e fisicamente… E estes são apenas alguns exemplos.

O resultado são crianças e adultos sem referência e emocionalmente feridos. Assim, o ciclo se repete geração após geração.
A verdade é que não estamos falhando somente como pais, mas como homens. O que se reflete em todas as relações, inclusive na criação dos filhos.

Se você tem um pai que te ama e apoia, valorize-o. Mesmo que ele tenha lá suas falhas, reconheça o bem que ele faz. (Talvez seu pai também não teve um bom exemplo…)
Se seu pai não foi a melhor referência, só te cabe perdoá-lo, amá-lo e buscar romper o ciclo com a próxima geração.

Como cristão, encontro em Jesus a referência do que é ser homem, marido e pai. Paulo quando escreve sobre relacionamento conjugal diz “Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela”.
Acredito que Jesus (e Deus Pai) é a nossa maior referência de como devemos ser pais. Este é o Pai que eu sempre tive!
Tem problemas com o seu pai? Pode deixar que eu te apresento o meu Pai.

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Medson Barreto

Medson Barreto nasceu em Belo Horizonte/MG no ano de 1993. É autor do livro “Eu Não Perdi a Minha Fé", em que utiliza um estilo característico de escrita, mesclando Biografia, Romance e Devocional Cristã. Ator e Humorista, apresenta "As Histórias do Vovô Eusébio". Poeta. Publica poesias, artigos, reflexões e vídeos no site "medsonbarreto.com" e canal no YouTube.